"Mulher não é segmento, é gênero", aponta Maria Luiza Loose em reunião que debate ações e políticas públicas para as mulheres

02/05/2022 (Atualizado em 02/06/2022 | 14:15)

Com o objetivo de colaborar com o Plano de Governo do pré-candidato ao Piratini pela sigla, Beto Albuquerque, as Mulheres Socialistas promoveram um debate - de forma híbrida, a fim de discutir ações e políticas públicas importantes para o gênero. Na abertura do encontro, a secretária estadual de Mulheres do PSB RS, Maria Luiza Loose, destacou que as mulheres não são um segmento, são um gênero. "Nós estamos em todos os segmentos: Lgbt, Sindical, Negritude, Juventude, Inclusão e Movimento Popular. Queremos o que é nosso por direito. Programas de trabalho e geração de renda, delegacias especializadas no atendimento à vítima de violência e muito mais".

No que se refere à segurança das mulheres, infelizmente, ainda há muitos casos de subnotificação, o que reduzem as  taxas de feminicídio no RS. "O Estado tem apenas 17 delegacias voltadas ao atendimento da mulher e a sua maioria fica localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre. Isso significa que as mulheres do interior não têm nenhum amparo. Precisamos mudar esses números", frisou Maria Luiza.

Durante o debate, Ana Toliou, secretária de Mulheres do PSB Porto Alegre, destacou que há estudos que mostram que muitas meninas/mulheres abandonam os estudos devido a falta de assistência durante a gestação ou pelo fato delas terem que cuidar dos filhos ou, ainda, de algum familiar que necessite de amparo. "A família é a base da sociedade. Por isso, é tão importante olhar para as mulheres, pois elas - muitas vezes - são chefes de família, criam os filhos sozinhas e também são criminalizadas quando o assunto é aborto". 

A reunião, que contou com a participação de mais de 20 pessoas, abordou, ainda, sobre a pobreza menstrual dentro das escolas e nas penitenciárias, violência obstétrica e psicológica, rede de apoio, emprego, empreendedorismo feminino e a Lei Maria da Penha. Para Izamel Ferreira, as rondas rondas da Lei Maria da Penha precisam existir além dos bairros nobres, é preciso torná-las presente na periferia. "É lá onde ocorrem os maiores índices de violência contra a mulher. Precisamos lutar pela mulher independente da sua etnia e classe social", disse.

Ao final do encontro, Vicente Selistre, coordenador dos Núcleos do PSB gaúcho, ressaltou que um governo socialista precisa combater a masculinidade tóxica e o preconceito. "Precisamos de mais mulheres fazendo políticas públicas para mulheres".


Fonte: Stéphany Franco/Ascom PSB RS