Lula convoca comando das Forças Armadas

09/01/2023 (Atualizado em 09/01/2023 | 12:32)

Foto: Ricardo Stuckert.
Foto: Ricardo Stuckert.

Após vistoriar pessoalmente os estragos do ataque terrorista de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que depredou o Palácio do Planalto, o Congresso e o edifício do Supremo Tribunal Federal (STF) no fim da noite deste domingo (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda intensa nessa segunda-feira (9), enquanto os golpistas são retirados do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília.


Em seu primeiro compromisso do dia, Lula se reuniu com a ministra Rosa Weber, presidenta do STF, os ministros Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli, da mesma corte, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).


Ainda pela manhã, Lula convocou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os comandantes das três Forças Armadas: general Júlio Cesar de Arruda, do Exército; almirante Marcos Sampaio Olsen, da Marinha, e tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, da Aeronáutica.


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Além da inércia do governo do Distrito Federal – que teve intervenção na segurança pública e o governador Ibaneis Rocha afastado por ordem de Moraes -, a atuação pífia das Forças Armadas, em especial do Exército, vem sendo muito criticada.


A agenda oficial de Lula ainda prevê telefonemas com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e com o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, no período da tarde.


Às 18h, Lula iniciará uma reunião com os governadores dos estados para tratar dos ataques terroristas. Todos os encontros estão previstos para acontecer no Palácio do Planalto, que foi destruído pelos terroristas. Apenas o gabinete presidencial, onde Lula despacha, não foi invadido em razão do sistema de segurança.


Lula e presidentes de poderes falam em “atos terroristas” e associam a Bolsonaro


Em Nota em Defesa da Democracia divulgada na manhã desta segunda-feira (9), os presidentes dos três poderes da República classificam a destruição realizada por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) como “atos terroristas” e associam a ação criminosa ao ex-presidente, que fugiu para os EUA antes de entregar a faixa presidencial ao sucessor.


“Os Poderes da República, defensores da democracia e da Carta Constitucional de 1988, rejeitam os atos terroristas, de vandalismo, criminosos e golpistas que aconteceram na tarde de ontem em Brasília”, diz o texto, em clara alusão aos apoiadores de Bolsonaro que, desde a derrota nas urnas pregam golpe por meio de uma intervenção militar na porta dos quartéis.


A nota é assinada por Lula, pela ministra Rosa Weber, presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), presidente em exercício do Senado, e pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que preside a Câmara.


“Estamos unidos para que as providências institucionais sejam tomadas, nos termos das leis brasileiras”, diz o texto, que conclui dizendo que “o país precisa de normalidade, respeito e trabalho para o progresso e justiça social da nação”.

Fonte: Socialismo Criativo com informações da Revista Forum